05 Tendências para a Indústria Farmacêutica em 2019

Reorganização radical: a mudança interna está acontecendo rapidamente em 2019. Ela é impulsionada por uma necessidade econômica básica de flexibilizar a estrutura de custos. Mas, mais importante ainda, é alimentada por um novo compromisso de misturar talentos, incentivar a colaboração e sempre inovar a partir da perspectiva do paciente.

Acelerando a Evidência: Reguladores de todo o mundo estão criando políticas e colaborações para testar novas medicações e tecnologias de modo mais rápido e seguro para entender o impacto do tratamento no mundo real.

Reaprender a fazer Lançamentos: A necessidade de lançamentos ousados ​​é maior do que nunca; no entanto, entramos em 2019, restringidos por recursos. À medida que a ciência e a economia se tornam mais complexas, as equipes precisam entender os mercados de forma mais abrangente, redefinindo as métricas e a relevância regional.

Busca pelos pacientes certos com Big Data: Nos próximos anos, o insight mais importante não será como um medicamento funciona, mas para quem ele funciona. Sistemas, mídia e reguladores estão ficando muito mais sofisticados em como usam a ciência de dados para encontrar, engajar e apoiar os pacientes a encontrarem as melhores escolhas e experiências de tratamento.

Demanda por insights orientadores de decisão: os líderes farmacêuticos são apaixonados pela oportunidade de criar mudanças. Será valioso criar e pesquisar rapidamente novos cases de negócios, progredir na fluência de dados institucionais e ter uma abordagem de ciência comportamental em tudo o que fazemos.

Benefícios no Trabalho: saiba como negociar

Quando você está analisando uma vaga, o salário é uma das primeiras informações que salta aos olhos, mas e quanto aos benefícios? Muitas vezes não nos atentamos ao fato de que o pacote de benefícios padrão de uma empresa pode ser negociável. São vantagens que desempenham um papel surpreendentemente poderoso sobre a sua escolha – no final, eles podem fazer uma oferta de salário aparentemente normal parecer bastante tentadora.

É crucial dedicar um tempo para entender o escopo dos benefícios e, depois, para negociá-los com sabedoria e de forma estratégica. Aqui estão algumas dicas para ajudá-lo a negociar melhor os benefícios a seu favor:

Não tenha medo de perguntar

Um princípio simples, mas do qual você nunca deve esquecer: nunca é demais perguntar.

Pense fora da caixa

Os benefícios são mais do que apenas planos de saúde e bônus. Hoje em dia, eles incluem vantagens como dias extras de férias e a oportunidade de trabalhar remotamente. Você gostaria de fazer um idioma? Atividade física é algo essencial para você? Que tal sugerir um desconto no curso ou academia?

Nomenclatura do cargo

Você realmente quer o emprego, mas a empresa não pode oferecer mais em relação ao salário. Então, que tal que tal pedir uma titulação melhor no cargo? Este é um privilégio que você talvez não consiga quantificar, mas que pode ajudá-lo de várias maneiras. Ter um título mais comercializável e impressionante significa que você poderá valorizar mais o seu hostórico profissional em outros momentos.

Oportunidades de Aprendizagem

Perguntar sobre oportunidades educacionais não só faz você parecer intelectualmente consciente e motivado para o seu futuro empregador, como também abre portas para potenciais oportunidades de crescimento na carreira pessoal, como conferências, seminários, certificações e até mesmo programas de graduação aos quais você não teria acesso. Se houver uma conferência específica em que você queira participar no primeiro ano, coloque isso especificamente como uma tática de negociação. Você ficará surpreso com o quanto pedir por desenvolvimento profissional lhe trará respeito e também incríveis oportunidades de carreira e viagens – uma educação em ambas as frentes.

Faça o acordo por escrito

Quando tudo estiver dito e acertado, certifique-se de ter tempo para ler e entender a oferta e as negociações acordadas. Para esse fim, salve todas as comunicações, incluindo e-mails. Isso evitará qualquer mal-entendido após o fato e garantirá que você possa aproveitar os benefícios que trabalhou para negociar.

Deixando de lado o medo de rejeição, negociar benefícios pode ser um processo esclarecedor e frutífero. Armado com estas táticas, você deve ser capaz de negociar o tipo de pacote de trabalho com o qual você se sente confortável, sabendo que você procurou o tipo de benefícios que servirão a você e seu futuro.

Home Office: vale a pena negociar?

Você gostaria de trabalhar parte da semana em regime de home office? Especialistas apontam vantagens como nível de satisfação e possibilidade de ter mais tempo para a família ou afazeres pessoais. Para as empresas há diminuição de custos operacionais e ganhos de agilidade e flexibilidade

Antes de tomar a decisão de negociar com seu chefe ou com seus colaboradores, lembrem-se das recomendações de estudiosos de relações trabalhistas:

– Tanto os gestores quanto os teletrabalhadores precisam passar por um processo de sensibilização e capacitação;

– Depois, é necessário estabelecer a política do teletrabalho, reunir todos os envolvidos e discutir os papéis de cada um, tirando dúvidas e esclarecendo todos os pontos, inclusive jurídicos;

– É preciso estabelecer os compromissos e as expectativas, de ambos os lados;

Após a implantação, a gestão precisa dar todo o suporte necessário ao teletrabalhador, acompanhando-o e criando instrumentos para a produtividade. Quem está em casa, precisa ter um canal de comunicação para contar o que está acontecendo.

Amigos no trabalho: essenciais para a carreira

Muitas pessoas buscam traçar uma linha divisória clara entre trabalho e vida pessoal. Eles podem ser amigáveis ​​com seus colegas de trabalho, mas não os consideram amigos e certamente não são melhores amigos. Também ainda há uma parcela de líderes que esperam que seus funcionários deixem sua condição humana à porta. Eles desaprovam o bate-papo e vêem a amizade como prejudicial à produtividade. Mas uma pesquisa da Gallup no Reino Unido mostrou uma ligação concreta entre ter um melhor amigo no trabalho e a produtividade. Por exemplo, mulheres que concordam que é bom ter uma ou um melhor amigo ou amiga no trabalho têm mais que o dobro de chances de ser engajadas (63%) em comparação com as mulheres que dizem o contrário (29%).

Além disso, vivemos e trabalhamos em uma era onde muitos funcionários esperam que seu trabalho seja mais do que um salário. O salário ainda é importante, é claro, mas os funcionários procuram e se mantêm  em organizações que possuem culturas excepcionais no local de trabalho. E embora existam numerosos componentes dessas culturas, eles são frequentemente caracterizados por sentimentos gerais de confiança, pertencimento e inclusão.

Nós gastamos muitas horas do nosso dia no trabalho, então é natural que nós queiramos construir conexões com os membros da nossa equipe. Queremos que o trabalho valha a pena e ter relações de confiança reforça esta sensação.

Segundo a pesquisa da Gallup, há três medidas que ajudam a estimular e reforçar a criação de laços de afinidade no trabalho:

1.Promover comunicação e colaboração abertas.

Comunicação e colaboração são pedras angulares de uma cultura inclusiva e fornecem um caminho natural para a amizade. Os funcionários têm que acreditar que podem falar e compartilhar sem medo de serem desligados ou excluídos. Convidar todos para a conversa cria uma rede de segurança psicológica e cultiva sentimentos de confiança e pertencimento que inerentemente se prestam à conexão e amizade.

Muitos funcionários estão envolvidos em projetos que abrangem mais do que os membros imediatos da equipe. Equipes multifuncionais ou matriciais são a norma em um número crescente de organizações. Quando as pessoas e os gerentes de projeto montam o cenário corretamente, esse tipo de estrutura pode levar a mais oportunidades de conexões pessoais. Os líderes precisam definir expectativas para os gerentes de que sua primeira responsabilidade é estabelecer expectativas claras de função e comunicar-se consistentemente com os membros da equipe. Mas, uma vez que eles estabeleçam a base, os gerentes devem garantir que estão desmembrando os silos da equipe e dando abertura às pessoas para que aprendam mais uns sobre os outros.

A cultura começa com os líderes. Eles definem o tom e são um exemplo para os funcionários através de suas ações. Eles tornam aceitável ou inaceitável que os funcionários se tornem amigos. É comum que todas as empresas tenham algum tipo de atividade social regular para seus funcionários, seja a festa anual ou um passeio. Mas nem sempre vemo líderes ativamente defendendo esses eventos. Os líderes devem priorizar a promoção, participação e reconhecimento de eventos da empresa para que os funcionários vejam a socialização como a norma. Além das comemorações maiores, os líderes também devem tomar a iniciativa de visitar os gerentes e outros funcionários e convidá-los a almoçar. Atos pequenos podem causar grandes impressões.

Varejo quer volta de MIPs a supermercados

As vendas do varejo cresceram apenas 2,07% em 2018, uma marca inferior aos 3% projetados no início do ano pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). As redes de supermercado, entretanto, não abandonaram o projeto de passar a vender medicamentos isentos de prescrição médica, os chamados MIPs.

Quem critica a proposta da Abras diz que incluir os supermercados entre os que estão autorizados a vender remédios é um estímulo à automedicação, o que pode resultar no surgimento e até no agravamento de doenças. Os defensores, no entanto, afirmam que a capilaridade do varejo é maior do que as farmácias apresentam hoje, por isso a alteração na lei traria como benefício a inclusão de pontos de venda de medicamentos em cidades onde não há outro canal de venda.

Além disso, segundo os apoiadores, MIPs podem ser vendidos nos sites das farmácias e já é possível fazer as compras sem a assistência física de um farmacêutico.

05 Apps para gerenciar equipes

Gerenciar equipes não é uma tarefa fácil. Manter a organização, o engajamento, o foco nas tarefas importantes e a colaboração entre os membros do grupo é um desafio diário. Entretanto, graças ao desenvolvimento da tecnologia hoje temos várias opções de aplicativos para auxiliar nesse processo. Selecionamos cinco ferramentas que vão ajudar você a desempenhar essa tarefa de maneira mais eficiente. Confira!

  1. Todoist
    Esse aplicativo é, em sua essência, um gerenciador de tarefas, mas com a possibilidade de criar times e delegar funções aos membros ele se tornou uma ótima opção para realizar o gerenciamento de equipes. É possível realizar a comunicação entre as pessoas envolvidas no projeto, acompanhar o progresso do trabalho e o alcance das metas. Além disso, o aplicativo permite a anexação de arquivos, a organização através de etiquetas e a utilização de filtros customizados para salvar suas visualizações de tarefas mais importantes. Você pode experimentar o aplicativo por 30 dias de forma gratuita.

Através de um sistema de listas e cartões o Trello se tornou um dos melhores aplicativos para gerenciamento de equipes. Você pode testar diversos modelos de gestão devido a sua flexibilidade. A comunicação é realizada por meio de comentários nos cartões. Também é possível anexar arquivos do seu computador, Google Drive, Dropbox, Box e OneDrive. Além de adicionar checklists, etiquetas, prazos e votações.

O Asana também é uma boa opção para o gerenciamento de equipes, entretanto está disponível apenas em inglês. Com ele é possível criar e administrar trabalhos, adicionar pessoas nos grupos de colaboração e controlar tudo por meio de quadros e colunas capazes de dividir as tarefas de forma organizada e prática.

Esse aplicativo também possibilita gerenciar equipes, atribuindo tarefas a membros específicos e acompanhar seu desenvolvimento e conclusão. Também é possível incluir discussões e documentos relacionados aos tópicos. Sua interface lembra os softwares desenvolvidos para Mac. Conta apenas com versão em inglês.

Esse é um aplicativo bastante similar ao Trello e ao Todoist, utilizando cartões e colunas para a organização da equipe. O diferencial se dá pela simplicidade e usabilidade do sistema. Só possui versão em inglês.

Como estimular uma rotina de alimentação saudável no ambiente corporativo?

Quando bate a fome no escritório ou em ventos corporativos, estar atento ao seu bem-estar e objetivos nutricionais pode ser complicado. Muitas vezes, a oferta de lanchonetes ou serviços de catering acabam por nos levar a fazer escolhas nem sempre saudáveis.

Um dia de alimentação nutritiva pode começar antes de chegar ao escritório. Tomar o café da manhã até uma hora ou duas após acordar pode ajudar a aumentar o seu metabolismo e controlar a fome no final do dia, dizem os nutricionistas..

Uma alimentação saudável pode gerar benefícios a longo prazo. Pesquisas mostram que uma dieta pobre está associada a mortes por doenças cardíacas, derrame e diabetes tipo 2. Aqui estão três sugestões para comer de forma saudável no trabalho:

Pausas saudáveis

Quando for hora de um coffee break, mantenha-o simples, sem acrescentar muitos ingredientes extras e calorias vazias à sua xícara de café. Tente limitar o açúcar a 1 colher de chá por xícara. A American Heart Association recomenda limitar o consumo total de açúcar a 6 colheres de chá (25 gramas) por dia para mulheres e 9 colheres de chá (37,5 gramas) para homens. Para adicionar sabor sem todas as calorias, polvilhe um pouco de canela ou uma pitada de extrato de baunilha em seu café.

Se possível, coma longe da sua mesa de trabalho

Considere fazer pelo menos uma pausa de 15 a 20 minutos longe de sua mesa para comer seu almoço, para que você não adquira o hábito de comer sem pensar durante o trabalho, o que pode reduzir a satisfação e levar a excessos. Para um almoço equilibrado, inclua uma proteína magra, uma fruta ou vegetal e uma porção de grãos. Isso ajudará você a alcançar as metas diárias de nutrição e a se sentir satisfeito.

Petiscos inteligentes

É importante ouvir o seu estômago em busca de sinais de fome. Comer a cada três a cinco horas normalmente ajuda a manter a fome sob controle. A máquina de vendas automática parece tentadora na hora do lanche? Para evitar esses chips e barras de chocolate – e todo o açúcar, gordura e calorias – traga lanches de casa contendo fibras e proteínas para ajudar a mantê-lo se sentindo saciado por mais tempo. Considere trazer nozes sem sal, iogurte grego, queijo com baixo teor de gordura, biscoitos integrais, pipoca sem manteiga, frutas ou vegetais crus para o escritório.

Patentes no Brasil: fila ainda é grande para padrões internacionais

(com informações do Valor Econômico.)

Apesar de quedas observadas nos últimos anos, a fila dos pedidos de patentes a serem analisadas no Brasil segue alta para os padrões internacionais. São mais de 200 mil pedidos, que representam a parte mais visível de uma série de empecilhos à inovação no país, com impactos negativos sobre o aumento da produtividade e o crescimento sustentável da economia. Estas são algumas das conclusões de estudo feito por Antônio Márcio Buainain, professor da Unicamp, a pedido da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI).

Em 2018, havia mais de 208 mil pedidos de patentes a serem analisados pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O número representa uma queda de quase 15% em relação ao pico de 243 mil casos pendentes, registrados em 2017.

O resultado foi que a concessão de patentes de propriedade intelectual praticamente dobrou entre 2014 e 2017, passando de 2.751 para 5.450.

Ainda assim, a quantidade de pedidos parados na fila seguiu “elevadíssima” na comparação com os padrões internacionais. Tamanho atraso, segundo Buainain, tem “causa certa e conhecida”: o pequeno contingente de examinadores de patentes que trabalham no INPI. Em 2014, a relação no Brasil era de 1.042 pedidos de patente para cada examinador, número muito maior do que nos Estados Unidos (66,7), na Europa (93,8), no Japão (109,7) e na Coreia do Sul (210,5). O reflexo da falta de mão de obra aparece no prazo médio para a análise de um pedido: 10,2 anos no Brasil, ante 1,3 ano no Japão e 2,2 anos nos Estados Unidos e na União Europeia.

Para Buainain, qualquer solução permanente passa pela “valorização” do INPI. O aumento da produtividade em função das medidas adotadas nos últimos anos “está no limite”. De acordo com ele, é preciso não apenas contratar mais analistas, mas valorizar “uma carreira que exige enorme qualificação e é completamente desprestigiada”.

Ainda assim, medidas secundárias, como a realização de uma espécie de “recall” dos pedidos, podem ser adotadas para diminuir a fila. “Muitas das pessoas que entraram com solicitações não têm mais interesse na análise daquele caso especificamente, mas o pedido permanece ali.“

Com tantos empecilhos, o Brasil caiu da 47ª posição para a 69ª entre 2016 e 2017 no Índice Global de Inovação, produzido pela Universidade de Cornell (EUA), Insead e Organização Mundial de Propriedade Intelectual. O país ficou atrás de nações latino-americanas como Chile, Costa Rica, México, Panamá e Colômbia.

Coach: saiba como escolher bem

O coaching é uma das melhores formas de desenvolvimento profissional que existem. Ainda assim, muita gente duvida dessa modalidade de treinamentopessoal. Isso ocorre porque as pessoas ou desconhecem o processo ou passaram por uma experiência ruim com um picareta. Afinal, esse mercado se tornou um filão lucrativo, atraindo muita gente despreparada para atuar como coach. Mas como saber se você está diante de um bom orientador? Confira as dicas a seguir.

Sensação de descoberta

Uma forma de saber se você está diante de um bom coach é notar se ele faz perguntas e dá feedback. Existe, porém, algo além disso. O processo pode ser doloroso ou motivador: quando é motivador é coaching, quando é doloroso é só enganação. O coaching é motivador porque o cliente descobre possibilidades onde antes só enxergava velhas soluções, e isso traz uma agradável sensação de realização. Mas como isso funciona?

Na verdade, todos os que já experimentaram essa sensação de descoberta já sabem a resposta de forma intuitiva desde a escola. Naquela época, ao ajudar um colega com uma matéria, descobrimos que sabíamos mais do que pensávamos saber, pois o ato de transformar pensamentos em linguagem nos faz “reinventar” o que já sabemos. O mesmo ocorre em um processo de coaching.

Processo livre

O coaching é uma escolha, pois o processo de reflexão e de transformação precisa ser livre, e não submisso. No caso de processos de coaching organizados pelas empresas, o patrocinador deve ficar atento se o executivo está passando pelo processo realmente por livre escolha ou se está se submetendo com receio de ficar “mal na foto”. No caso de o processo ser por livre escolha, os resultados podem ser inúmeros, desde o aumento de autonomia, passando pelo desenvolvimento de competências até a reinvenção do profissional. Tudo depende de até onde vai a vontade de se aprimorar.

Como escolher o coach

Se você está buscando um coach, preste atenção à formação dele. Saiba, porém, que só ela não é suficiente. Entreviste o coach e pergunte quem foi o supervisor dele e quem foi seu coach. Se ele nunca “precisou” de um coach, cuidado. Será que ele pensa que só precisa de coaching quem tem problemas e, portanto, ele, coach, não precisa? Fique atento, pois esse não é o profissional que você procura.

Burnout: como profissionais e empresas podem detectar e tratar

Segundo o Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), duas de cada dez baixas laborais na Europa devem-se à chamada síndrome de “burnout”, um dado que põe em relevo a alta incidência deste transtorno no âmbito empresarial e a necessidade de que, tanto profissionais, como organizações, adotem medidas encaminhadas a reduzir a sua aparição e desenvolvimento.

A origem dos estudos sobre o síndrome de “burnout” remonta à década de 70, quando o psiquiatra Herbert Freudenberger começou a investigar esse estado de perda de energia e de esgotamento de que sofriam os voluntários de uma clínica de Nova York. Descreveu este padrão comportamental como “uma sensação de fracasso e uma existência esgotada ou gasta, produto de uma sobrecarga que envolveu um dispêndio excessivo de energia, recursos pessoais ou força espiritual do trabalhador”.

Dadas as sérias consequências a nível individual e organizacional que provoca o síndrome de burnout, profissionais e organizações devem pôr em marcha as medidas oportunas para detectar este padrão nas suas primeiras etapas e travar a sua evolução.

Como se recuperar a nível individual? Quanto ao trabalhador, o doutor David Ballard, da Associação Americana de Psicologia, aconselha seguir as seguintes orientações pessoais.

Aprender a relaxar. O  stress é um dos principais indicadores do síndrome de burnout, pelo que é necessário que a pessoa que o sofre adote hábitos que o ajudem a relaxar-se, como sessões de meditação, sessões de yoga, mindfulness ou simplesmente escutar música enquanto  lê um livro.

Cultivar uma vida pessoal enriquecedora. Encontrar um hobby que gere entusiasmo, permitindo ao profissional desconectar-se do trabalho no seu tempo de ócio. Encontrar momentos de desfrutação e satisfação pessoais.

Desconectar-se da tecnologia. Para evitar que as funções laborais persigam o empregado durante todo o dia, o especialista advoga para desconectar telefone e correio eletrônico fora do horário laboral. Evitar que os estressadores do trabalho contaminem o tempo que se deveria dedicar aos amigos e à família.

Dormir. Descansar por noite menos de 6 horas produz um alto risco de esgotamento, o que gera por sua vez um baixo rendimento posterior no trabalho e a aparição da frustração, desmotivação e síndrome de trabalhador queimado. Um sono reparador permitirá recarregar a energia e enfrentar o novo dia com uma atitude mais entusiasta e positiva.

Organizar-se. Os profissionais que sofrem o síndrome de burnout padecem de um bloqueio mental que os faz cometer erros, produzindo a sensação de que algo lhes escapa. Como solução, Ballard propõe planificar o dia e levar uma ótima organização de trabalho.

Cuidar da saúde. O síndrome de burnout causa sérios problemas a nível físico (dores de cabeça, tensão muscular, problemas gastro-intestinais, maior risco cardiovascular…). São sequelas reais que, se se agravam, devem ser tratadas por um especialista.

O que pode fazer a empresa pelos seus trabalhadores?

Para o evitar, Roger Forbes Álvarez, em “A síndrome de burnout: sintomas, causas e medidas de atenção na empresa”, indica algumas medidas gerais que as companhias podem pôr em prática para criar ambientes de trabalho saudáveis:

Realização periódica de avaliações de desempenho do capital humano para detectar, quanto antes, qualquer mudança de rendimento.

Revisão contínua das funções, papeis e metas laborais fixadas para a estrutura, estudando que sejam adequadas e não causem a frustração dos profissionais.

Fomento do empowerment e da participação dos empregados, potenciando a retroalimentação, a inclusão na tomada de decisões, a capacitação do pessoal, a autonomia e o autocontrolo das equipes.

Impulso da criatividade dos trabalhadores.

Fixação de linhas de autoridade e responsabilidade claras, que sejam compreensíveis dentro da estrutura organizativa.

Implementação de sistemas de contratação que promovam a segurança laboral.

Aplicação de políticas de equidade laboral (flexibilidade, promoção, salários…) que contribuam para melhorar o ambiente de trabalho.

Fortalecimento do trabalho em equipe e da cooperação.

Fomentar as relações interpessoais dentro da empresa.

Fortalecimento de vínculos sociais entre os colaboradores.

Realização constante de inquéritos de satisfação e motivação laboral, com especial incidência nos níveis de stress e de carga mental, a cultura e o clima laboral dos colaboradores.