Uso de receita digital cresce 1000% no Brasil

Com informações do Guia da Farmácia Online

Apenas nos últimos 15 dias de Março, quase 13 mil médicos passaram a adotar a receita médica digital, volume de cadastros quase 1000% superior à média histórica

A regulamentação do Ministério da Saúde que liberou em caráter emergencial o uso da telemedicina, por conta da pandemia do coronavírus, contribuiu para um salto significativo no uso da receita médica digital entre os médicos brasileiros. De acordo com a Memed, healthtech pioneira e líder no mercado em prescrição médica digital no Brasil, somente em março quase 13 mil médicos cadastraram-se para fazer o uso gratuito da solução. Em abril, a adoção continua a crescer e em apenas dez dias, a Memed já recebeu cadastros mil médicos.

Isso representa um aumento de quase 1000% no volume de novos médicos usuários na plataforma, em comparação à média de 2019.

Atualmente, são mais de 80 mil médicos utilizando a plataforma para prescrição digital da Memed no Brasil. Esse número, se somado aos usuários hospitais e operadoras de saúde, ultrapassa a marca de 100 mil.

O volume de prescrição também cresceu. No primeiro trimestre de 2020, foi 60% maior do registrado no mesmo período do ano passado. Em 2019, mais de cinco milhões de prescrições foram realizadas digitalmente, número que vem anualmente desde 2016.

Receita digital
Impulsionadas pelo cenário de isolamento social, coronavírus e telemedicina a adesão por parte das redes de farmácias e drogarias foi bastante rápida. Em apenas 30 dias, mais de 20 mil farmácias se cadastraram na plataforma da Memed gratuitamente e, assim, passaram a aceitar a receita médica digital em todos os estados do Brasil. Desse modo, os clientes que recebem a receita médica digital por SMS direto no celular prescrita pelo seu médico, podem apresentá-la no balcão.

A farmácia então confere se o documento de prescrição está assinado digitalmente pelo médico via o certificado digital no padrão ICP Brasil – exigido pelo Ministério da Saúde, Anvisa e CFM -, e em seguida, realiza a dispensação dos medicamentos. Isso torna todo o processo mais prático e até mais seguro, tanto para o médico quanto para o paciente. Isso porque o sistema permite que o médico emita a receita digitalmente. Assim, não sendo necessário que o paciente se desloque para receber o documento em mãos, além de assegurar à farmácia a precisão do documento.

Fórum Expectativas 2021 do Sindusfarma discute cenário pós-pandemia

No próximo dia 6 de julho, o Fórum Expectativas 2021 promovido pelo Sindusfarma vai discutir o cenário pós-pandemia em videoconferência que reunirá Denizar Vianna, ex-secretário da SCTI do Ministério da Saúde; a economista Zeina Latif; o vice-presidente da consultoria IQVIA, Sydney Clark; e o CEO da Ipsos, Marcos Calliari.

As consequências da pandemia de coronavírus (e da Covid-19), os desafios e oportunidades dos cenários econômicos para o Brasil e as expectativas para o mercado farmacêutico em 2021 são alguns dos temas que serão debatidos.

Também serão apresentados no Fórum os resultados de uma pesquisa sobre as expectativas das empresas associadas em relação a 2021.

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Entrevista com o colaborador: Rodolfo Gaspar

Rodolfo Gaspar é farmacêutico-bioquímico graduado pela USP e atua como colaborador da Captativa alocado na área de treinamento técnico em farmacovigilância de um cliente da Indústria Farmacêutica. Com uma experiência profissional bastante diversificada, Rodolfo teve passagens pelas áreas de estudos clínicos, assuntos regulatórios e pesquisa e desenvolvimento de medicamentos biológicos. Nesta breve entrevista ele nos conta como as questões relativas à segurança do paciente foram despertando seu interesse e guiando seus novos passos profissionais

- Qual a sua formação e o cargo atual?

Sou farmacêutico-bioquímico formado em 2012 na Universidade de São Paulo (USP). Atualmente ocupo a posição de Analista Técnico de Farmacovigilância desde Agosto de 2018.

- Como direcionou a sua carreira para esta atividade? Já atuou em outras áreas antes?

O meu interesse pela Farmacovigilância foi despertando de maneira progressiva conforme eu mudava minhas posições no mercado. Inicialmente fiz estágio rotativo no laboratório de Análises Clínicas do Hospital Universitário da USP onde a principal atividade era a execução de diversos testes, o que me motivou a entrar no ambiente hospitalar. Pouco tempo depois eu trabalhei como Coordenador de Estudos Clínicos Multicêntricos (fases II, III e IV) no Hospital do Rim onde tive a oportunidade de aprender e praticar todas as atividades associadas a este cargo, especialmente o acompanhamento da segurança dos pacientes voluntários.

Esta experiência clínica foi excepcional e abriu uma porta para eu ingressar no outro lado da pesquisa: o ambiente dos patrocinadores. Trabalhei por dois anos e meio como Analista de Farmacovigilância e de Assuntos Regulatórios em uma empresa nacional de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos biológicos onde adquiri mais experiência e um interesse ainda maior pela Farmacovigilância, pois eu era o responsável do patrocinador por quase todas as atividades da área. Decidi então procurar novos desafios na área e me envolver também com produtos pós-comercialização. E em agosto de 2014 a Captativa ofereceu esta oportunidade!

- Como é atuar com treinamento técnico?

A essência dessa posição é a mentoria de novos colaboradores e o suporte técnico para todo o time, então dedicamos grande parte do dia transmitindo conhecimento e aperfeiçoando o modo como fazemos isso. Estamos sempre buscando soluções para diversos questionamentos e promovendo ações corretivas e de melhoria. É um trabalho bem dinâmico e não medimos esforços para ajudar as pessoas a se desenvolverem e a entregarem bons resultados.

- Quais os principais desafios que enfrenta no seu dia a dia?

Eu vejo que esta posição requer várias habilidades além de um forte perfil técnico, como organização e planejamento, comunicação e trabalho em equipe, diplomacia, detalhismo e até inovação. Também gosto de manter um ambiente estável para mim e meu colegas e de transmitir confiança, energia e exatidão, então manter isso 100% num ambiente corporativo e um alto padrão de qualidade é bem desafiador.

- O que considera como gratificante em seu trabalho?

A oportunidade de compartilhar conhecimentos diariamente e de observar a evolução de cada colega de trabalho. E a sensação de que o nosso compromisso com uma boa performance tem um impacto positivo para a segurança dos pacientes e para a integridade da empresa.

Startups de farmácias digitais ganham espaço no mercado

Modelos de farmácia digital, como as startups americanas Capsule e PillPack, da Amazon, entraram no mercado para oferecer aos pacientes uma experiência de farmácia baseada na conveniência. Esses modelos entregam medicamentos diretamente à porta do paciente com um clique. Algumas delas começam a prepara sua expansão internacional em modelo similar ao dos aplicativos de transportes.

O Capsule, um modelo digital de farmácia sediado em Nova York, tem como objetivo eliminar os tempos de espera, criar ferramentas preditivas de inventário para garantir que os medicamentos estejam em estoque quando os pacientes precisarem deles e criar uma maneira moderna de interagir com o farmacêutico. O PillPack da Amazon classifica os medicamentos dos pacientes por dose e tempo de administração em pacotes únicos, facilitando a tomada de doses diárias dos pacientes. O PillPack também oferece aos pacientes a capacidade de obter outros itens, como testar suprimentos e ter interações com a equipe da farmácia por telefone ou meios digitais.

Alguns temem que as farmácias digitais possam comprometer o futuro das farmácias tradicionais, mas analistas de mercado preveem que os serviços especializados oferecidos na loja física e os cenários regulatórios ainda vão dificultar a ascensão dos modelos digitais.

03 dicas para celebrar o mês de orgulho da diversidade sexual

Junho é o mês em que, tradicionalmente, as companhias buscam celebrar junto aos seus colaboradores o mês da Diversidade Sexual e do Orgulho LGBTQ+, reconhecendo a importância de valorizar e respeitar as diversas expressões e orientações dos funcionários. Neste contexto da pandemia, a maior dificuldade será o distanciamento social que não permitirá ações presenciais como paradas ou palestras. Para superar esse desafios, aqui estão três sugestões que podem ser feitas sem colocar em risco a saúde de todos:

01 – Reconhecimento em canais públicos: garanta que todos na empresa recebam informações sobre o tema. Seja em plataformas de comunicação como o Slack, na intranet da sua empresa ou no feed das redes sociais. Incentive os colaboradores a se manifestarem também. Quando incentivado publicamente pela empresa, o reconhecimento à comunidade LGBTQ+ é um grande fator de motivação. Ele também ajuda seus funcionários que estão trabalhando remotamente a se sentirem mais conectados.

02 – Estimule, se possível, que os colaboradores doem para instituições que acolhem pessoas LGBTQ+. Uma maneira criativa de celebrar o mês do orgulho LGBTQ+ é estimular que os funcionários que possam doar materiais de enfrentamento à Covid-19 como máscaras e álcool gel. Há muitos moradores em situação e rua que pertencem a esta comunidade e estão vivenciando grandes dificuldades.

03 – Use a tecnologia: Agora que seus colaboradores estão trabalhando remotamente, convide-os para uma reunião virtual usando programas como o Zoom ou o Skype para um bate-papo de aprofundamento e entendimento sobre o que significa o mês de orgulho e reconhecimento a diversidade sexual. Um momento enriquecedor que pode ajudar a todos a compartilharem histórias pessoais, superarem preconceitos e reforçarem a solidariedade.

Sindusfarma lança cartilha gratuita sobre adaptação laboral no contexto da Covid-19

Ainda não é possível saber ao certo quando e como a maioria das empresas deve retomar os trabalhos presenciais mas já sabemos que a mudança no cenário laboral será profunda. Pensando nisso, o Sindusfarma publicou uma uma cartilha com orientações para as empresas sobre Boas Práticas de controle de ambientes, higiene, avaliação de risco, monitoramento e planos de contingência, entre outros tópicos. Com o título “Preparação dos locais de trabalho para o novo contexto laboral com a Covid-19”, o manual pode ser acessado e baixado gratuitamente. Confira: https://sindusfarma.org.br/publicacoes/sindical-trabalhista

Anvisa abre novas consultas públicas sobre bulas e rótulos de medicamentos

A Anvisa abre três novas Consultas Públicas sobre normas de bulas e rotulagem de medicamentos a partir desta quarta, 10 de junho. A primeira consulta revisa regras de rotulagem de fármacos. A segunda propõe uma Instrução Normativa com requisitos específicos para rótulos de medicamentos e a terceira busca estabelecer frases de alerta para substâncias ou classes terapêuticas em bulas e embalagens. O prazo de contribuições é de 90 dias e as consultas podem ser acessadas no portal da agência pelos números 815/2020, 816/2020 e 817/2020.

As propostas estão alinhadas ao Terceiro Desafio Global de Segurança do Paciente da Organização Mundial da Saúde (OMS), que propõe reduzir em 50% os danos graves e evitáveis relacionados a medicamentos. Também estão em sintonia com as diretrizes do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) no Brasil e atendem à Lei 13.236/2015 que estabelece que “os rótulos dos medicamentos, de drogas e de produtos correlatos deverão possuir características que os diferenciem claramente entre si e que inibam erros de dispensação e de administração, trocas indesejadas ou uso equivocado”.  

Governo autoriza reajuste de até 5,2% para medicamentos

Depois de suspender por dois meses, o governo federal autorizou na última segunda-feira, dia 1º, reajuste de até 5,21% nos preços de medicamentos para 2020. O aval para o aumento foi publicado na noite de segunda em edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU), em decisão da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e as empresas já podem aplicá-lo.

O reajuste dos preços dos remédios é definido pela CMED em março de cada ano, passando a valer a partir de 1º de abril. Neste ano, no entanto, governo e indústria farmacêutica fizeram um acordo para adiar a correção por 60 dias, dentro do conjunto de ações para atenuar os efeitos econômicos do novo coronavírus no país.

Reputação da Indústria Farma se fortalece com Covid-19, afirma pesquisa

Atualmente, a reputação da Indústria Farmacêutica está se tornando mais forte, segundo a mais recente pesquisa no mercado dos EUA realizada pela empresa de pesquisas Harris Poll. Essas são boas notícias para o setor - mas por que a mudança?

Com esta pesquisa, a Harris Poll fez essa pergunta aos americanos. E, talvez sem surpresa, a crise do COVID-19 é o motivo. Cerca de 70% disseram ao pesquisador de mercado que a resposta geral do setor à pandemia é a principal razão para seus sentimentos mais positivos.

Esforços para desenvolver uma vacina (58%), desenvolver ou encontrar tratamentos (56%), criar testes de diagnóstico (56%) e proteger profissionais médicos, fornecendo máscaras e equipamentos de proteção (46%), também foram classificados como principais razões pelas quais as percepções mudaram.

Leia estes dados e outros insights sobre aCovid-19 pesquisadas pela Harris Poll: https://theharrispoll.com/the-harris-poll-covid19-tracker/

"Sairá da Indústria Farmacêutica a solução da Crise" - Presidente do Sindusfarma

Artigo publicado no Correio Braziliense de autoria de Nelson Mussolini, Presidente do Sindusfarma

Nos últimos 100 anos, a indústria farmacêutica tem contribuído de forma decisiva para melhorar a vida das pessoas, quase dobrando a expectativa de vida da população. No momento em que nos deparamos com a covid-19, existem mais de 100 projetos para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos, em diferentes estágios de pesquisa e em diversos países. A maioria deles, com participação da indústria farmacêutica.

Paralelamente, dezenas de medicamentos já disponíveis para tratamento de outras doenças estão sendo testados para saber se também são eficazes contra o novo coronavírus, o que permitirá reduzir internações, controlar os casos mais graves e evitar mortes. A situação é dramática, e a indústria farmacêutica não medirá esforços para superá-la com as comunidades médicas e científicas, autoridades e instituições internacionais de saúde. É o que o setor tem feito desde o século 19.

Em 1928, Alexandre Fleming descobriu a Benzilpenicilina, ou penicilina G, o primeiro antibiótico amplamente utilizado na medicina. Somente 13 anos depois, Fleming e seu grupo purificaram o produto e passaram a produzi-lo em escala industrial, o que demonstra quão difícil é fabricar um medicamento que salvou milhares de vidas durante a 2ª Guerra Mundial e salva centenas de milhares de lá para cá.

desenvolvimento da indústria farmacêutica desde Fleming até os dias atuais tem sido extraordinário. Essa indústria faz e fará saúde.

Em 1940, quando a penicilina G foi introduzida no mercado, a expectativa de vida média do brasileiro era de 45 anos. Em 2019, quase 80 anos depois, beira os 78 anos para os homens e mais de 80 para as mulheres, ou seja, tivemos um ganho de mais de 30 anos, com qualidade. Por óbvio, não foi apenas a penicilina G a responsável por esse incremento. Centenas de outros produtos foram desenvolvidos por meio dos profissionais da saúde, criando um arsenal terapêutico que faz esse milagre acontecer todos os dias.

Mas se é uma indústria que consegue fornecer a caixinha que salva vidas, que cura as pessoas, que prolonga a vida com qualidade, por que é tão pouco reconhecida pela sociedade? Porque os medicamentos são caros e “saúde não tem preço”. Essa é uma resposta clássica. De fato, saúde não tem preço, mas tem custo, e custo muito alto. De acordo com a Universidade Tufs, nos Estados Unidos, o desenvolvimento de novo fármaco leva mais de 10 anos e custa, conforme estudo de um centro especializado daquela instituição, o equivalente a R$ 8,2 bilhões.

O preço do medicamento está diretamente relacionado ao custo de desenvolvimento e à necessidade de pagar o investimento feito para viabilizar o financiamento de novos produtos. Existem produtos baratos e caros. Por exemplo, no Brasil, uma caixa de genérico custa pouco mais de R$ 6, em média, e um similar ou novo, menos de R$ 20, segundo levantamento da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (relatório Sammed divulgado no ano passado).

E agora, no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, não será diferente. Ainda que os governos destinem bilhões de dólares para cuidar da economia, muito deverá ser investido nos centros de pesquisa e hospitais de onde sairão as vacinas e medicamentos que trarão a tranquilidade de que o mundo necessita.

Sendo assim, o bem-estar coletivo repousa na definição de uma fórmula adequada e sustentável de custeio e financiamento do sistema de saúde. Que, no caso brasileiro, passa pela correta remuneração de todos os elos, públicos e privados: médicos, profissionais de saúde, hospitais, prestadores de serviço, institutos de pesquisa e, sem dúvida, a indústria farmacêutica.

De sua parte, a indústria farmacêutica instalada no país advoga uma regulação econômica e de mercado que lhe permita, sem privilégios, instalar fábricas, criar empregos, manter centros de P&D, etc., para continuar investindo em produtos indispensáveis à população, com níveis crescentes de qualidade, eficácia e segurança. Esse é o preço da saúde. Vale lembrar: é dessa indústria, pouco reconhecida, que sairá a solução da crise.