Setores da Indústria Farmacêutica

Antes de mais nada, vamos começar com uma breve introdução sobre a indústria farmacêutica, responsável pela produção de medicamentos e de substâncias que atuam como princípios ativos neles. Grande parte das companhias farmacêuticas surgiram entre o final do século XIX e o início do século XX, sendo que as principais descobertas aconteceram entre as décadas de 1920 e 1960.

O ramo farmacêutico é altamente lucrativo e movimenta bilhões por ano. Em análise global, o mercado farmacêutico alcançou US$ 1,74 trilhões em vendas em 2020. Já o Brasil movimentou R$ 76,98 bilhões em 2020, alta de 8,58%, e venda equivalente a 4,7 bilhões de unidades (caixas), segundo o levantamento da consultoria IQVIA.

E quais são os setores da indústria farmacêutica? 

São quatro etapas básicas que fazem parte da indústria farmacêutica: importação, fabricação, distribuição e comercialização. O oferecimento de matérias-primas primárias para a formulação de medicamentos, vem da indústria química e farmoquímica, as quais são, muitas vezes, importadas. A indústria gráfica disponibiliza as embalagens necessárias, seguindo normas, para a conservação dos compostos em segurança, mantendo suas características originais. 

A partir disso, os laboratórios e institutos especializados iniciam as pesquisas e os testes para desenvolver novos medicamentos. E, após aprovados pela Anvisa, seguem para fabricação em escala nas indústrias.

Na próxima fase, os medicamentos seguem para a distribuição. Essa fase reúne várias entidades públicas e privadas, além de médicos, que podem prescrever medicamentos direto aos pacientes. 

As Principais Entidades São:

Hospitais
Clínicas
Farmácias de manipulação
Drogarias
Postos públicos de saúde
Unidades Básicas de Saúde (UBS)
Unidades de Pronto Atendimento (UPA).

A indústria farmacêutica é um mercado promissor, que está em constante ascensão, com muitas oportunidades para quem deseja trabalhar nos mais diversos setores.

Os riscos da automedicação

A automedicação é um hábito muito comum entre os brasileiros. Dados do Conselho Federal de Medicina apontam que 77% da população faz uso de medicamentos sem qualquer orientação médica.

A medicação é essencial para tratar doenças quando feita de maneira correta, por profissionais capacitados e certificados. Porém se torna muito perigosa quando feita de forma indiscriminada, podendo trazer muitos problemas. 

O risco mais comum da automedicação é a intoxicação. Estima-se que por ano no Brasil, cerca de 30 mil casos de internação ocorrem por intoxicação decorrente da medicação inadequada. Os principais responsáveis por isso são os analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios. 

Outro ponto: se um medicamento é ministrado em doses incorretas ou até combinado com outra medicação, ele pode ocultar sintomas de uma doença mais grave. Como é o caso dos anti-inflamatórios que, se usados de forma inapropriada sem prescrição médica, podem comprometer o funcionamento dos rins. 

A automedicação também desencadeia um mau hábito: o de acumular remédios em casa. Isso pode gerar sérios problemas, como: 

Antes de ingerir qualquer medicamento, busque ajuda médica para evitar riscos e problemas futuros.