Como ser voluntário em pesquisas clínicas

Um dos principais objetivos da Pesquisa Clínica é a investigação de novos tratamentos, novas formas de diagnóstico e prevenção de doenças, tendo como foco a qualidade de vida da população de forma segura. Para que esse objetivo seja alcançado é necessária a realização dos chamados estudos clínicos, que são pesquisas envolvendo seres humanos, doentes ou sadios, nas quais são testados, por exemplo, novos medicamentos.

A Pesquisa Clínica não estuda somente medicamentos, mas também está presente em estudos envolvendo alimentos, cosméticos, dispositivos médicos, novos tratamentos e muitos outros. Um estudo clínico não existe sem a participação de voluntários. Eles possibilitam que a comunidade médica comprove a eficácia de um medicamento, colaborando assim para o tratamento de gerações no presente e no futuro.

Agora que você já sabe sobre a importância das pesquisas clínicas, veja de que forma pode se tornar um voluntário.

Voluntários interessados em participar de um projeto de pesquisa devem preencher todos os critérios de inclusão e não ter nenhum critério de exclusão de cada pesquisa, de forma a garantir primeiramente a sua segurança, e também que os dados da pesquisa serão válidos e confiáveis. Há projetos de pesquisa cujo recrutamento acontece através do convite por parte de equipes de saúde, e outros projetos que permitem o cadastro prévio dos voluntários. É muito importante que os voluntários entendam o que é o estudo clínico, e a importância da aderência aos processos de pesquisa assim como aos tratamentos do estudo.   

Fonte: https://maragabrilli.com.br/27440-2voce-sabe-como-participar-de-um-estudo-clinico/

https://crfrs.org.br/noticias/voce-sabe-como-ser-voluntario-em-uma-pesquisa-clinica-e-ajudar-a-salvar-vidas

Cientistas brasileiros criam tratamento inédito para a febre amarela

No último mês, cientistas brasileiros e americanos anunciaram os resultados do primeiro teste de tratamento experimental para febre amarela. Usando anticorpos, o resultado foi positivo e os pesquisadores conseguiram tratar a doença em macacos resos e hamsters.

No Brasil, o principal colaborador deste projeto é o imunologista e infectologista Esper Kallás, da Faculdade de Medicina da USP. Ele iniciou os estudos sobre febre amarela desde 2016, quando o Brasil voltou a ter surtos mais graves.

Na pesquisa, foram utilizados anticorpos monoclonais  (unidades artificiais produzidas em série) para atacar o vírus, os pesquisadores afirmam que os resultados qualificam o tratamento para teste em humanos. 

O financiamento para estes estudos e testes não veio de agências estatais de fomento, nem da indústria farmacêutica. Foi feito um financiamento coletivo que usa tokens digitais, um recurso que serve como modo de regulação entre investidores e a biotech.

Os pesquisadores levantaram 30 milhões após parceria com a startup Sthorm, fundada pelo ativista Pablo Lobo, atuante nas áreas de direito à privacidade e acesso à informação pública na internet, sua intenção entrando na área de pesquisa médica foi articular um modelo de fomento à ciência que deixasse o novo tratamento livre de patentes nos países em desenvolvimento.

Essa pesquisa passou pela fase pré-clínica e agora os pesquisadores buscam uma forma de viabilizá-la para testes em humanos. Não é um passo tão simples e requer um grande investimento e infraestrutura para que se torne uma realidade. Porém, os pesquisadores estão otimistas de que ela irá avançar. 

Fonte: https://exame.com/ciencia/febre-amarela-cientistas-brasileiros-criam-tratamento-inedito-para-doenca/