Ambiente regulatório e os desafios para a indústria farmacêutica

Não faz muito tempo que o Brasil passava por uma realidade de um tímido ambiente regulatório. Pra você ter uma ideia, até a década de 1990, ainda não havia leis de patentes no País.

No século 19, a indústria farmacêutica ensaiou seus primeiros passos no Brasil, e nas primeiras décadas do século 20, o parque industrial brasileiro começou por produzir anilinas vegetais, óleos, ceras e medicamentos naturais. Os anos de 1930 foram o auge da primeira fase da indústria farmacêutica brasileira e ficaram marcados pela produção de medicamentos fitoterápicos e biológicos.

Ao longo dos anos não houve o desenvolvimento de um parque farmoquímico que acompanhasse o crescimento da produção de medicamentos. A partir dos anos 1950, o perfil do setor farmacêutico no Brasil sofreu uma mudança significativa. Com as medidas e planos desenvolvimentistas do presidente Juscelino Kubitschek, abriram-se as portas às empresas de capital estrangeiro, com mais conhecimento e recursos financeiros, que foram responsáveis pela eliminação de boa parte da concorrência dos laboratórios nacionais, que só foram recuperar fôlego décadas depois, com a adoção dos genéricos em 1999.

Em 1997, um evento foi decisivo para a mudança no ambiente regulatório no País: a CPI dos medicamentos. A comissão apontou em seu relatório final que o Brasil tinha um derrame de medicamentos adulterados e falsificados. Esse relatório deixou ainda a recomendação de que a Lei 5.991/73 precisava ser cumprida à risca e que o País precisava de mais farmacêuticos.

A partir de 1999, com o surgimento da Anvisa, as indústrias farmacêuticas tiveram que se adequar a uma nova realidade, repleta de regras a serem seguidas, num ambiente extremamente regulado.

Os desafios atuais são inúmeros, pois uma decisão errada pode levar a empresa à falência. Por isso, para sobreviver neste ambiente é necessário que a organização conte com um sistema de inteligência competitiva que forneça informações analisadas de forma integrada e tempestiva, para que seja possível tomar decisões mais seguras e em tempo real, garantindo, assim, não apenas a sobrevivência da empresa, mas também o seu crescimento.

Fonte: https://ictq.com.br/assuntos-regulatorios/3175-ambiente-regulatorio-e-os-desafios-para-as-industrias